Do quê vive esse atelier?

2.03.19

Bem, esse atelier vive de tantas emoções, sentimentos, sonhos e ações que não cabe descrever num post. Eu tenho um roteiro, mas rotina acredito que não tenho. Porque nem tudo sai como planejado. Por isso digo que tenho um roteiro. Embora algumas tarefas sejam realizadas diariamente, nem sempre elas acontecem da mesma forma. E isso é bom, faz a gente ampliar os horizontes.

Sempre gostei do “feito à mão” e sempre me encanto com as infinitas possibilidades de se produzir algo com as mãos. E esse encantamento me motiva a sempre seguir à diante, buscando o aprimoramento. Quando o resultado final é atingido, outras possibilidades se apresentam e começa tudo de novo. Um eterno recomeço que nos ensina muitas coisas, que agrega, enriquece, fortalece…

Por quê desse textão? Só pra mostrar os resultados que venho tendo com os pães de fermentação natural que estou fazendo há 8 meses. Muita evolução desde o início dessa caminhada. Não cheguei onde quero mas os resultados têm me motivado a não desistir. E se eu puder dar um conselho, digo para você não desistir (seja lá o que esteja fazendo). Pare, se for o caso, para tomar um fôlego e continuar sua caminhada. Te garanto que vale à pena curtir esse processo entre a linha de largada e a de chegada!


Pão caseiro

19.04.16

Como não encontrei outra legenda para esse pão, ficou essa mesmo! Eu fazia numa época que estava na faculdade e fiquei desempregada. Meus pais me ajudavam a pagar a facul enquanto eu vendia esse pão e outras coisitas para bancar a condução, lanche (às vezes porque o lanche era muito caro) e xerox das apostilas. Minha prioridade era terminar a graduação em 4 anos. Não cogitava a ideia de ficar de recuperação (que tinha outro nome que não me lembro) ou reprovar. Minha única opção era estudar. Fiquei sem emprego mais de uma vez mas nunca consegui ficar parada, sem fazer nada. Sempre inventava algo pra reverter em renda. Cozinhar é um dos meus dons. Por isso, fazia comidinhas para os alunos. Bem, chega de blá blá blá, vamos à receita.

Ingredientes:

3 ovos

1 xícara (chá) de leite

1 xícara (chá) de óleo

3 xícaras (chá) de água

4 tabletes de fermento para pão (uso sempre fermento fresco)

4 colheres (sopa) de açúcar ( se quiser um pão mais doce aumente a quantidade de açúcar)

1 colher (café) de sal

Farinha de trigo – o quanto baste (usei quase 2kg.)

Modo de preparo:

Coloque no liquidificador os ovos, o leite, o óleo, o açúcar, o sal e o fermento. Liquidifique por alguns instantes até ficar tudo homogêneo. Transfira a mistura para uma vasilha grande e adicione a água. Misture e acrescente a farinha de trigo (aos poucos), mexendo para incorporar à mistura líquida.

Quando não conseguir mais mexer com a colher, transfira a mistura para uma superfície enfarinhada e comece a sovar a massa. Se a massa estiver grudando nas mãos, coloque mais um pouco de farinha e sove. À medida que você sova a massa, ela tende a desgrudar das mãos e a ficar mais leve e macia. Eu sovo jogando a massa com força na superfície. “Bato” nela com força mesmo…rsrsrsrs

Depois que a massa está bem sovada (isso varia de acordo com a intensidade e força que você emprega), você percebe bolhas de ar na massa. Isso quer dizer que ela está pronta para descansar. Eu separo um pedacinho de massa que faço uma bolinha e coloco na água.

{Quando era criança amava ver minha mãe fazer pão e ficava igual cão de guarda esperando a bolinha subir.

Não tirava os olhos do copo. Quando a bolinha subia era uma festa!}

Viu como a bolinha sobe? Não é mito! rsrsrs E em dias quentes, esse processo é muito rápido.

Agora é modelar os pães como sua criatividade permitir. Eu abri uma parte da massa com rolo (sem polvilhar farinha), passei uma mistura de manteiga com açúcar e enrolei a massa como rocambole. (essa mistura de açúcar com manteiga não tem medida, faço de olho. Deixo a mistura mais pra seca do que pra oleosa). Cortei pedaços pequenos e dispus na forma de buraco. O que sobrou da massa eu fiz um pão em formato de trança.

Depois que terminei, o forno já estava ligado (há 180ºC) e levei pra assar. O tempo varia de forno pra forno. Se quiser pincelar gema nos pães pode. Eu não quis. Prefiro esse dourado “natural”.  Após 40 minutos você pode abrir para ver se já está assado. Quando as laterais estão escurinhas, é sinal que o pão está pronto. E o cheirinho maravilhoso deles vão invadir a casa, prepare-se!

Agora que seu pão está pronto, é só passar um café, um chá ou um suco e chamar os queridos para confraternizar. Se você fizer me mostra que quero ver! Se quiser me convidar pra comer, melhor ainda!!! 😀

Bom apetite!